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Endolaser para cirurgias de varizes: AL já tem profissionais habilitados para o tratamento

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Os alagoanos que sofrem com dores nas pernas por causa do incômodo provocado pelas varizes já podem recorrer a um tratamento menos incisivo e com recuperação mais rápida. É a cirurgia através do endolazer, uma microfibra óptica, da espessura de um fio de cabelo, que tem um catéter na sua ponta. Tal instrumento é introduzido na veia do paciente e tem a capacidade de acabar com a inflamação localizada, evitando, portanto, a retirada do nervo safena e de qualquer vaso que esteja obstruído. Aqui no Estado o procedimento não foi realizado porque o custo ainda é alto, mas é importante que as pessoas saibam que a possibilidade já existe para aqueles que têm condições de pagá-lo.

Na cirurgia convencional, o tempo do procedimento dura em torno de três horas, é necessária a aplicação de uma anestesia peridural ou raquiana e o paciente precisa ficar de repouso, geralmente, por duas semanas.  Na endolaser tudo é mais fácil: 60 minutos dentro do centro cirúrgico, anestesia apenas para bloqueio do nervo femural e o paciente com alta duas horas após a cirurgia e sem precisar de atestado médico por não trabalhar no dia seguinte.

 

De acordo com o angiologista e cirurgião vascular José Adalberto Cavalcante Silva, o novo procedimento trouxe benefícios àquelas pessoas que sofrem com dores nas varizes. “Basta apenas um pequeno furo na perna e a microfibra óptica com o cateter faz o todo o trabalho. O paciente não ficará com as marcas da cirurgia, não precisará enfaixar a perna e, o mais importante, não deixará de se movimentar. Ele volta para casa assim que o efeito da anestesia passar, tempo máximo de duas horas”, explicou o especialista.

 

“Na intervenção cirúrgica, a veia é totalmente fechada, perdendo sua função, e o próprio organismo se encarrega de desviar o sangue que passava por ali para outras veias saudáveis, sem ser necessário corte para a retirada do vaso”, acrescentou o médico.

 

Convênios ainda não cobrem a cirurgia

 

O endolaser é um tratamento caro e o equipamento utilizado nessa técnica também tem um preço nada atrativo: R$ 100 mil. Em Alagoas, nenhum hospital adquiriu ainda o aparelho exatamente por causa do seu custo. Todavia, há empresas que o alugam em São Paulo e Salvador. Se algum paciente aqui no Estado optar pelo tratamento por meio de tal cirurgia, o cirurgião vascular pode solicitar o empréstimo da máquina e agendar o procedimento com o seu cliente.

 

“Como estamos nos referindo a um procedimento novo, os planos de saúde ainda não autorizaram a cirurgia através do endolaser. Os convênios cobrem apenas a operação convencional. Contudo, essa intervenção mais recente pode ser feita sim em Alagoas, mas de forma particular e custa em torno de R$ 4 mil a parte da equipe médica. É necessário também pesquisar o preço do hospital”, esclareceu Adalberto Cavalcante.

 

O que são as varizes

 

As varizes se configuram pela inflamação dos vasos.  Elas começam a surgir aos poucos e não têm idade precisa para aparecer, podendo atingir homens e mulheres.  Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia mostram que 90% das mulheres acima de 50 anos possuem varizes em algum grau.

 

Inicialmente, as varizes surgem através de pequenos vazinhos avermelhados ou numa veia mais grossa que começa a ficar tortuosa e dilatada. Com o decorrer da idade e a falta de tratamento, a doença ganha volume e acaba se espalhando por toda a perna.

 

De coloração avermelhada ou arroxeada, as varizes costumam ser hereditárias, mas podem atingir também mulheres que ingerem anticoncepcionais e que costumam trabalhar a maior parte do dia em pé ou sentada com saltos superiores a 8 centímetros ou com sandálias rasteiras. “Não é verdade que salto alto provoca varizes.  O ideal é que a mulher faça uso dele com alturas entre 3 e 7 centímetros.  Abaixo disso ou acima desses limites, não é recomendável.  Também é importante a prática de uma atividade física, em especial as caminhadas ou a natação e usar sempre meias de compressão durante o trabalho”, orientou o angiologista Adalberto Cavalcante.

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