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Pontal da Barra
Publicado por Nandomcz em 03/4/07 (3953 leituras)
Bairro PONTAL DA BARRA
As casas simples de ruas estreitas, a pracinha central e as calçadas sempre cheias de gente dão ao Pontal da Barra um aspecto de cidade do interior Por: Jair Barbosa e José Ademir Machado dos Anjos O Pontal da Barra já existia quando Maceió ainda era uma vila e nem tinha se tornado capital da Província. Localizada entre a lagoa e mar, seus habitante, na maioria pescadores, tiravam das águas o alimento e o sustento da família. De beleza inconfundível, o bairro hoje é visitado por turistas que chegam à capital, vindo em busca do típico artesanato e das iguarias da culinária à base de mariscos, como a autêntica peixada, o pirão de camarão, a fritada de siri ou o sururu ao molho de coco. A única avenida é na verdade uma rua estreita sempre movimentada, ocupada por artesãos, pescadores, bares e restaurantes. Os becos também guardam um ar romântico com a gente da cidade a jogar conversa fora enquanto tecem seus trabalhos manuais, compondo o artesanato tradicional da cidade, entre eles, o filé, o labirinto e as rendas, uma tradição passada de mãe para filha. As casas simples de ruas estreitas, a pracinha central e as calçadas sempre cheias de gente dão ao Pontal da Barra um aspecto de cidade do interior. Só o intenso movimento de veículos nos fins de semana quebra essa monotonia, levando ao Pontal dezenas de turista. Os pescadores gostam de se reunir às margens da lagoa Mundaú para contar seus causos e reclamar da poluição que prejudica a pescaria. Enquanto suas esposas e filhas se debruçam na confecção de toalhas, colchas, vestidos, blusas, tapetes, caminhos de mesa, saídas de praia, chapéus, entre outros artefatos típicos muito apreciados pelos turistas. O interessante é que a confecção do filé passa por uma fase inicial, corresponde ao traçado feito na grade, semelhante ao das redes de pescar. A atividade dessas bordadeiras surgiu paralelamente ao trabalho masculino nas áreas pesqueiras. Quem passa pela ponte da AL-101-SUL, em direção a Marechal Deodoro, se depara com um espetáculo de rara beleza: o encontro da lagoa como mar. Barcos, jet-skis e canoas de pescadores colorem ainda mais a exuberância da paisagem, cenário concorrido pelas pequenas pousadas e casas de veraneio. O passeio de barco pelas ilhas e canais das lagoas Mundaú e Manguaba é a grande atração para quem visita o Pontal da Barra. São cerca de dez ilhas com parada para banho, visual deslumbrante de coqueirais até chegar na prainha na Barra Nova, com pausa para o almoço típico. O serviço ficou mais seguro e confortável com a inauguração do Terminal de Pesca e Turismo. O percurso dura cerca de quatro horas e os pagantes tem direito durante o passeio a frutas, sucos e música ambiente. O terminal turístico dispõe de áreas de embarque e desembarque de passageiros, setores de degustação e armazenamento de bolsas, posto de informação e um local para exposição de artesanato e ainda uma área específica para quem gosta de pescar a famosa agulhinha, peixe típico muito consumido nos bares de Maceió. O bairro também abriga o ex-campus Tamandaré que já foi a sede da Capitania dos Portos e da Secretaria de Defesa Social. Hoje o local abriga a sede do Detran.
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