Foi pela primeira vez, depois de ter sido implantada há cerca de cinco meses, que a Secretaria Especial de Promoção da Paz (Sepaz), reuniu de forma coletiva na manhã e tarde desta terça-feira, representantes de quinze entidades que lidam na capital e no interior do Estado, com trabalho terapêutico de jovens e adultos que vivem no mundo das drogas. O encontro serviu como confraternização do término de 2009 e ao mesmo tempo anunciar as boas novas para o ano que se aproxima.
O evento que ocorreu na própria sede da Sepaz, em meio a um almoço e abrilhantado com música ao vivo, serviu segundo o secretário do órgão, Jardel Aderico, para anunciar os avanços que foram dados nesse curto período de nossa atuação; como também revelar os planos para 2010, além, é claro; diz: ouvir propostas e sugestões de todos presentes.
“Desde quando foi anunciada a criação dessa Secretaria, eu teria dito de público que finalmente o Governador de Alagoas criara uma secretaria para ser a mãe de todas as outras”, disse emocionado o Frei José, diretor do Lar Santo Antônio de Pádua, instituição que assiste no Vilagem Campestre, em Maceió, 50 homens e 24 mulheres em uma outra casa no Farol.
O evento contou também com as presenças dos deputados federais, Chamariz e Givaldo Carimbão; esse que foi o mentor da criação da Sepaz junto com o governador Teotonio Vilela.
“É assustador o quadro de violência por toda parte do Brasil, sobretudo nesses últimos 10 anos com a comercialização desse tal de crack; droga que danifica por completo o sentido de seus usuários, levando até a matarem pai e mãe sem ter consciência alguma”, disse Carimbão, argumentando que justamente pelo advento do crack é que nesses últimos anos tem crescido o número de comunidades terapêutica, e que na sua maior parte são coordenadas por voluntários; já que ajuda dos governos praticamente é inexistente. “Estamos viabilizando junto com o deputado Chamariz, cerca de 7 milhões de reais através de Emendas Parlamentares, que serão investidos em 2010 em projetos de apoio às Comunidades Terapêuticas”, argumentou Carimbão.
Carimbão frisou que um recente levantamento revela que em Alagoas, 92% das pessoas que estão detidas nos presídios, têm relação com casos de drogas. E segundo ele, os governos gastam uma fortuna para mantê-los nas prisões.
Carimbão que é detentor de um trabalho referenciado no Brasil sobre recuperação de drogas (implantado no Sertão alagoano), disse que reuniu há bem poucos dias em Brasília, cerca de 60 deputados, a fim de discutir e buscar uma solução imediata sobre esse problema de drogas que vem se agravando e atormentando cada vez mais no país.
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